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  • ﻼO Vingador do Futuroﻼ

    sexta-feira, 9 de novembro de 2012
    Como vi que falar sobre filmes aqui dá certo, vamos continuar, né? Afinal, a gente não meche em time que está ganhando! - nem sei se é assim que se diz. Enfim. - Dessa vez quero apresentar para vocês um filme mais recente, que eu assisti quando estava em cartaz nos cinemas, mas só tive oportunidade de postar agora devido ao meu planejamento. Trata-se do remake de O Vingador do Futuro (Total Recall), que foi estrelado originalmente por Arnold Schwarzenegger.

    A premissa da nova versão envolve uma disputa entre os estados-nações Euroamerica e New Shanghai. Vilos Cohaagen (Bryan Cranston) é o líder de Euroamerica, que secretamente prepara uma invasão do estado-nação asiático sob o pretexto de defender o povo euroamericano. Farrell faz Quaid, um operário de fábrica em New Shanghai que começa a acreditar que é um espião (para qual lado, ele não sabe). - (Sinopse extraída do Filmow).

    Não sei se gostar de remakes prestigia ou desvaloriza minha vida de cinéfilo, só sei que me divirto bastante com eles. Releituras são sempre dolorosas para os mais conservadores - especialmente aqueles que viveram a época de nascimento dos grandes clássicos -, mas não há como negar que a tecnologia e a visão de outro diretor pode melhorar muitos aspectos de uma produção antiga. Falando sobre O Vingador do Futuro, eu me lembro de que, quando criança, via suas exibições dubladas na Sessão da Tarde - creio eu que com algumas cenas cortadas - e achava hilário os momentos de exposição ao sol que fazia os olhos das pessoas se esbugalharem. Aqui não temos isso.

    Colin Farrel: Confesso que nunca fui muito fã do trabalho desse ator, o que não me fez necessariamente torcer o nariz diante de sua aparição. Na realidade, eu estava curioso em relação a isso, já que o único filme em que pude ver realmente um pouco do seu trabalho foi em Demolidor - O Homem Sem Medo, no qual ele tinha uma vilã pontaria de matar - literalmente. Não me decepcionei. As nuanças externalizadas pela complexidade de seu personagem foram bem agradáveis. Sim, ele interpreta quase que duas personalidades, pois por meio da tecnologia futurista do filme, ele pode se comunicar por mensagens deixadas em hologramas por ele mesmo antes de perder a memória em meio ao caos em que se encontra. Para quem não sabe da história, ele passa o filme inteiro tentando recuperar sua identidade, que foi adulterada em função dos perigos de sua vida de espião. Isso traz a ele inúmeros problemas que precisam se uma solução urgente, já que sua vida passa a depender disso no momento em que ele descobre toda a enganação que sua vida se tornou.

    Kate Beckinsale: Não tive como não babar o filme inteiro cada vez que esse espetáculo em forma de gente dava o ar de sua graça. Já admirador de sua forte presença na franquia Anjos da Noite, eu gostei muito de ver Beckinsale em cenas de ação mais humanas. O papel dela no filme é de pseudo-esposa do personagem de Farrel. Sendo uma espiã disfarçada que zela para que seu "marido" não desconfie de nada do seu passado, ela surta ao perceber que o que mais temia acontece. Começa, então, uma caçada voraz que coloca todos os seus momentos de amor fingido por água abaixo. Ela passa o filme inteiro dando ordens e berrando para não perder seu alvo querido que, a cada momento, chega mais perto da verdade. Gostei muito do fato de ela não ter me lembrado em nada a vampira Selene, mesmo tendo em comum com ela o fato de passar boa parte do filme com armas na mão. Tendo até a oportunidade de encontrar um de seus colegas de franquia em uma das cenas - deixo isso para os mais informados -, ela cumpre com louvor seu papel simples e eficiente.


    Jessica Biel: Não há como juntar Beckinsale e Biel e dizer que isso já basta para valer o ingresso. Apresento a vocês a verdadeira mulher do personagem de Farrel, que a tem deletada de sua mente pela infeliz consequência da vida de espião. O encontro entre os dois, que acontece de forma inusitada e extremamente conveniente, dá sequência a mais uma série de cenas fervilhantes de ação. Apesar da falta de memória do seu perdido esposo, ela o visita em seus sonhos e o faz levantar profundos questionamentos sobre o seu passado, o qual ela mesma o ajuda a desvelar. Sou extremamente fã da atuação dessa moça que, desde que a vi no remake de 2003 de O Massacre da Serra Elétrica, consegue mostrar conforto e serenidade mesmo em seus papeis mais dramáticos. Extremamente companheira e auxiliar de seu marido, tornando-se conselheira e corajosa em vários momentos, ela torna-se peça fundamental para o desfecho da trama que mostra a infeliz barreira quase que intransponível das diferenças sociais mesmo em um mundo futurista, desenvolvido e totalmente renovado pela tecnologia avançada.


    Não posso deixar de fazer minhas considerações finais falando sobre o que isso tem a ver com o Raízes Firmes. Uma das coisas que mais me chamou atenção no filme foi o processo de recuperação de memória do personagem de Farrel, o qual sempre tinha alguém para dar pitaco em sua vida. Chegando ao ponto de ele não se sentir à vontade para expressar seus sentimentos e ambições, eu pensei: "Até onde você deixa as pessoas dizerem quem você é?". Ditar regras e padrões para a vida dos outros é fácil e cômodo, difícil é fazermos uma auto-análise e ver como o nosso passado se arranja em nosso presente. Mesmo que não sejamos espiões vivendo uma vida de risco dia após dia, somos pessoas que batalham incessantemente por um dia de amanhã que possa nos trazer realizações e sossego. Isso, contudo, só é possível de se encontrar quando estamos bem conosco e com Deus.


    Para assistir ao trailer do filme, clique AQUI.

    Porque, como imaginou no seu coração, assim é ele. Come e bebe, te disse ele; porém o seu coração não está contigo.
    Provérbios 23:7



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